As precárias e frágeis relações entre médicos e empregadores, mediadas por Pejotas ou Sociedades em Conta de participação vêm colocando os médicos em situação de elevada vulnerabilidade. Uma simples decisão de uma chefia de escala pode afastar o profissional e comprometer sua sobrevivência. Isso tem se tornado comum pela chegada de grande número de recém-formados ao mercado que aceitam trabalhar cada vez por menos e findam por ocupar espaço dos que lutam por valores justos de remuneração. A exploração marcha a passos largos e crescem as denúncias de perda de escalas de plantões por razões absurdas como reclamar de atrasos nos pagamentos, exigir condições de trabalho ou não aceitar rebaixamento na remuneração. A solução para esse desastre é a receita universal para os trabalhadores: lutar por vínculos fortes com todos os direitos trabalhistas. Só assim se pode vencer a armadilha da exploração e do afastamento indevido das escalas que deixam o médico no dessmparo com a própria subsistência comprometida.