As Unidades de Saúde terceirizadas têm apresentado erros e óbitos em todo Brasil. No Rio Grande do Norte, o Sindicato dos Médicos segue sua jornada solitária, em que questiona o processo de terceirização e exige concurso público. Sistematicamente denunciou e denuncia às autoridades a falta de critérios e seleção para o preenchimento de vagas nos plantões, por uma empresa que intermedia mão-de-obra médica, que não dispõe de profissionais, que usa métodos discutíveis de tornar o médico sócio, na visão do MP do Trabalho, de Tribunais de Conta e da própria justiça, uma gritante fraude trabalhista, previdenciária e tributária. Mas as terceirizações tem seus defensores, os políticos, beneficiados, como apontam tribunais, por indicações para vagas de trabalho e financiamento de campanha, na imprensa, premiada com verbas de propaganda. Mas nada disso desanima o Sindicato, uma verdade não deixa de ser verdade porque os defensores da mentira a ocultam ou a negam. As terceirizações na saúde não prestam. Os erros e óbitos acontecidos nas UPAS de Natal são o retrato de uma realidade prevista e anunciada. Quando o gestor, alertado, insistiu em levar avante o processo, tornou-se responsável pelos resultados. As mãos e a caneta que assinaram as terceirizações são mais responsáveis pelos erros e óbitos, que outros envolvidos diretamente nos eventos. Sem resposta da justiça para os abusos dessas terceirizações, a quem deve subir o clamor de familiares e pacientes?