25/05/2026
25/05/2026
O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN) realizou, nesta segunda-feira (25), uma assembleia com os médicos cardiologistas do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel para discutir a proposta da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) de implantar um serviço de telemedicina em cardiologia voltado ao atendimento do interior do estado.
De acordo com os profissionais, a proposta apresentada prevê a realização de pareceres cardiológicos à distância como estratégia para manter pacientes no interior e reduzir encaminhamentos para unidades de maior complexidade.
Durante a assembleia, os cardiologistas demonstraram preocupação com o formato inicialmente planejado. Segundo a categoria, o serviço envolve uma área de alta complexidade e não pode ser incorporado apenas como mais uma atribuição dos profissionais que já atuam na rotina assistencial do Hospital Walfredo Gurgel.
Atualmente, os cardiologistas da unidade já são responsáveis pelos pareceres dos pacientes internados, além das avaliações dos casos que chegam diariamente à urgência e emergência do hospital e necessitam de acompanhamento especializado.
Na avaliação discutida durante a reunião, a inclusão de uma nova demanda sem ampliação da estrutura e da equipe pode comprometer o funcionamento do serviço e reduzir a capacidade de resposta às necessidades do próprio hospital.
Os médicos também destacaram que experiências semelhantes já foram implantadas em alguns hospitais privados, mas, em determinados cenários, acabaram produzindo efeito diferente do esperado, com aumento do fluxo de pacientes para essas unidades em vez da redução dos encaminhamentos.
Diante da situação, o Sinmed RN encaminhou ofício à Sesap solicitando uma reunião conjunta entre a Secretaria, os cardiologistas do Hospital Walfredo Gurgel e representantes do sindicato.
O objetivo do encontro é discutir aspectos técnicos do projeto, a composição da equipe e as condições necessárias para implantação do serviço, incluindo a disponibilização de profissionais específicos para essa atividade, de forma que a telemedicina possa funcionar com qualidade e alcance dos resultados pretendidos pela gestão estadual.