23/04/2026
23/04/2026
Os médicos clínicos que integram o Time de Resposta Rápida (TRR) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, voltaram a denunciar atrasos salariais e ameaçam paralisar parte dos atendimentos a partir da próxima semana. A decisão foi reforçada em assembleia realizada nesta quinta-feira (23) pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), diante da falta de previsão para regularização dos pagamentos.
De acordo com a categoria, os atrasos seguem sem solução mesmo após sucessivas negociações. O pagamento, que deveria ser realizado até o dia 20 de cada mês, vem sendo descumprido há vários meses. O repasse referente a novembro de 2025, por exemplo, ainda não foi efetuado, e não há confirmação sobre quando os valores serão depositados. Os profissionais afirmam que a situação se soma a pendências anteriores, ampliando o cenário de insatisfação.
Como encaminhamento, os médicos decidiram manter a assembleia em caráter permanente, medida adotada desde a reunião realizada em março, quando a categoria já havia discutido a possibilidade de paralisação. Na ocasião, o movimento foi suspenso após a regularização dos pagamentos, e os atendimentos seguiram normalmente. Caso os pagamentos de novembro e dezembro de 2025 não sejam realizados até o fim do expediente bancário desta sexta-feira (24), a categoria deve iniciar uma paralisação na próxima segunda-feira(27).
Durante a paralisação, os médicos do TRR deverão manter apenas os atendimentos de urgência e emergência, suspendendo serviços considerados extras e que, segundo a categoria, foram incorporados à rotina por determinação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), como acompanhamento de transportes de pacientes de UTI, suporte a exames, liberação de prescrições de outras especialidades, correções de declarações de óbito e controle de pacientes intubados. Também será suspenso o acolhimento às famílias no pronto-socorro durante o horário de visita.
Os profissionais destacam que o serviço desempenha um papel estratégico dentro do hospital, sendo responsável por intervenções rápidas em casos críticos e pela estabilização de pacientes em risco. Por atuar diretamente na linha de frente da assistência, uma eventual paralisação pode impactar significativamente o fluxo interno da unidade, considerada a maior referência em urgência e emergência do estado.