Sinmed cobra comprometimento da prefeitura com a saúde mental em Natal

13/08/2014

Sinmed cobra comprometimento da prefeitura com a saúde mental em Natal

13/08/2014

Está marcada para a manhã da próxima segunda-feira (18) uma vistoria ao Centro de Atenção Psicossocial para álcool e outras drogas, da Zona Leste de Natal – CAPS Ad Leste, organizada pelo Sindicato dos Médicos do RN – Sinmed. Os médicos de Natal, em greve, desejam demonstrar sua preocupação com as situações de descaso com a saúde mental e expor situações graves já apuradas, como a do aumento de número de suicídio de pacientes nos últimos 2 anos e péssimas condições de trabalho.

Para o Sinmed-RN, o aumento do número de óbitos é atribuído às dificuldades em se conseguir acesso aos serviços de saúde da rede, como, por exemplo, o caótico acesso à exames que deveriam ser urgentes, falha na central de regulação de exames, e a falta de leitos para internação de pacientes em situação de risco, como os com tendências suicidas e homicidas. Nos últimos dois anos foram registrados 8 óbitos por suicídio dos pacientes do CAPS AD Leste.

A equipe da unidade está há mais de 3 anos sem o supervisor clínico-institucional, o profissional que opera como um facilitador do trabalho na integração da equipe multiprofissional do CAPS, para o enfrentamento dos casos considerados mais graves, levando em conta os poucos recursos disponíveis.

Há reclamações dos profissionais quanto a não adequação do prédio para abrigar um CAPS. Além da falta de acessibilidade para facilitar o acesso de pacientes que às vezes chegam intoxicados, ou possuem fraqueza muscular, o prédio do CAPS é uma antiga repartição pública, o que não garante o aspecto familiar recomendado para o auxílio no tratamento.

O Sinmed RN recebeu também denúncias de falha na escala médica, que impossibilita o funcionamento de todos os leitos, e ausência de um plantão farmacêutico que deveria ser constante, mas é parcial, haja vista que há apenas um profissional farmacêutico contratado e nenhuma contratação prevista.

Há ainda a denúncia da pressão pela realização de 12 atendimentos diários, o que vai de encontro à clínica ampliada defendida pelo Ministério da Saúde, que visa dar voz ao sujeito, respeitar as subjetividades do paciente e realizar uma escuta qualificada; o que, por conseguinte, aumenta o tempo de atendimento por paciente e inviabiliza a realização deste número de atendimentos.  

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