Pediatras consideram paralisação positiva

Pediatras consideram paralisação positiva

Os pediatras do Rio Grande do Norte realizaram nesta terça-feira à noite uma reunião para avaliar o movimento de paralisação no serviço privado e definir estratégias de descredenciamento dos planos em que não houver negociação. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte encaminhou ofícios dando prazo de 50 dias para pronunciamento das operadoras.

O que ficou determinado em reunião é que a categoria irá se descredenciar dos planos HAPVIDA e SMILE. A partir de hoje, os pediatras que prestam serviço a esses planos deverão requerer o descredenciamento e cumprir o aviso previsto no contrato (30 ou 90 dias) para então suspender de vez o atendimento.

Ficou determinado também o fim das reconsultas gratuitas. Agora, os pediatras passarão a cobrar do plano de saúde todas as novas consultas do mesmo paciente, independente do intervalo entre as mesmas, porém não serão cobradas aquelas consultas que realmente caracterizam o “retorno” (apresentação de exames complementares e/ou reavaliação solicitada pelo pediatra). O médico terá autonomia para dizer o que será retorno ou não.

Desta forma, os usuários assinarão nova guia de consulta. Para aqueles cuja autorização é feita on line será esclarecido que para o atendimento acontecer haverá cobrança no valor de uma consulta particular em caso de recusa do plano. Os pediatras vão emitir recibos para deixar os pais à vontade em decidir se vão querer ou não a consulta.

A presidente da SOPERN, Drª Rosane Gomes, informou que a maioria dos planos ofereceu boas propostas atingindo as expectativas da classe. “Os planos Unimed, Amil, Saúde Bradesco e Medmais nos deram boas expectativas, onde nos sentimos mais valorizados profissionalmente. Agora mostramos que nossa categoria é unida e que sempre faz a diferença”, explica.

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