FENAM emite nota sobre o exame para estudantes de medicina

11/07/2016

FENAM emite nota sobre o exame para estudantes de medicina

11/07/2016

 No último sábado (09), a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), se posicionou sobre as avaliações nacionais periódicas para os alunos de medicina. Diante das novas regras definidas pelo Ministério da Educação (MEC), onde os alunos que não obtiverem nota mínima segundo os padrões do Ministério, não poderão receber o diploma, assim como também não poderão ingressa na residência médica. 

Em nota a FENAM afirma que é contra o exame em caráter punitivo aos estudantes de medicina e reitera que já existem mecanismos naturais para garantir a excelência dos profissionais médicos. 
 
Confira a integra: 


Nota Oficial da FENAM sobre o exame para estudantes de medicina
 
A FENAM leva à sociedade, à categoria médica e aos estudantes de medicina a sua posição contrária ao exame seriado, exame de ordem ou qualquer outra avaliação assemelhada com foco punitivo no estudante pelas seguintes razões:
 
1)      As universidades tem autonomia para titular os seus formados, devendo o foco de qualquer avaliação ser dirigida para as faculdades, avaliação do  conteúdo ministrado e qualidade de ensino.  Quem tem que aprovar ou reprovar os alunos são as faculdades de acordo com as competências atinentes aos formandos médicos;
 
2)       Os Conselhos Regionais de Medicina já tem atribuição  de punir  ou mesmo cassar  os médicos por imperícia  no exercício profissional , além das questões referentes à imprudência e negligência;
 
3)       A FENAM entende que o melhor modelo é um teste de progresso para avaliação do aprendizado e dos conteúdos ministrados, avaliação do corpo docente, fiscalização da infraestrutura, para que haja o aperfeiçoamento contínuo do ensino nas faculdades de medicina. a comprovação de deficiência será causa de advertência, suspensão de novas vagas ou fechamento da faculdade;
 
4)      A realização de exames para os estudantes com possíveis reprovações provocará o surgimento de cursinhos preparatórios, que em vez de evitar favorecerão a abertura de novas faculdades sem compromisso com a qualidade do ensino.  Em vez da melhora do ensino teremos então a possibilidade de sua piora, com o aparecimento de bacharéis em medicina sem possibilidade do exercício profissional. Haverá a transformação da educação médica numa fraude, com frustração para pais e estudantes, enganados pelos  que autorizaram faculdades a funcionar sem as devidas condições;
 
5)      O que menos precisamos agora são cartórios ou agências que se proponham a realizar funções que são das faculdades, que através de provas e exames continuados  tem a obrigação de avaliarem devidamente  seus alunos e concederem ou não sua aprovação.
 
 Brasília, 9 de julho de 2016.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS
 
 
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