Comissão Nacional de Residência Médica se reúne em Natal

25/07/2012

Comissão Nacional de Residência Médica se reúne em Natal

25/07/2012

O Rio Grande do Norte recebe a VI sessão plenária de 2012 da Comissão Nacional de Residência Médica, no Hospital Universitário Onofre Lopes, de 24 a 26 de julho. Participam da reunião representantes de entidades médicas nacionais, associação de residentes, representantes do governo, além das comissões regionais, que debatem durante os três dias temas para a melhor qualificação e formação do médico brasileiro.

A Comissão Nacional de Residência Médica foi criada em 1977, pelo Decreto n nº 80.281, o mesmo que instituiu a residência médica como modalidade de ensino de pós-graduação, sob a forma de curso de especialização. A comissão fiscaliza e rege as residências médicas do país e, entre outras atividades, faz avaliações de credenciamento de cursos, de desempenho, concessão do titulo de especialista e tem a preocupação constante com a especialização do médico.

De acordo com Gilmar Amorim de Sousa, Presidente da Comissão Estadual de Residência Médica, a Comissão Nacional é “formada por pessoas comprometidas com a melhoria da saúde da população”. Uma vez que, “formando um profissional com mais qualidade, melhoramos a qualidade do atendimento a pessoas que usam o sistema de saúde”.

O presidente da Comissão estadual afirma ainda que esta reunião é um marco histórico, pois é a primeira a acontecer no RN e traz novos conhecimentos e caminhos para estimular os alunos e os preceptores a acreditarem e participarem dos programas oferecidos no estado. “É um momento que vai render frutos para a universidade e para a região”, completa.

Atualmente o Rio Grande do Norte oferece 57 programas de residência médica, em 13 instituições formadoras (entre federal, estadual, privadas e filantrópicas). São 311 vagas autorizadas anualmente pelo MEC, mas tem hoje em dia 224 residentes, apresentando ainda um potencial de crescimento de 28%. E as especializações mais procuradas são clínica médica, dermatologia e radiologia.

A Comissão Nacional tem feito suas sessões plenárias ordinárias de forma itinerante com mais constância a partir deste ano, o que é visto de forma bastante positiva pelos membros da Comissão, como declara Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN e da Federação Nacional dos Médicos: “Quando a Comissão se desloca para os estados permite uma avaliação mais aprofundada da realidade local e há a possibilidade de se fazer um comparativo com a realidade nacional, além de permitir aos que cuidam da residência no RN uma maior interação com o plano nacional”.

Uma preocupação para a Fenam é a concentração do número de vagas para residências médicas nas regiões sul e sudeste do país, o que implica em diminuição do número de especialistas nas outras regiões do Brasil.

O Secretário de Formação Profissional e Residência Médica da Fenam, Jorge Eltz, afirma que a entidade procura contribuir para a qualificação e a ampliação da residência médica no país. “Estamos construindo junto com a Comissão para ampliar e qualificar a residência médica para que o especialista seja bem formado”.

Pensamento que é corroborado pelo Secretário de Finanças da entidade, Cid Carvalhaes, “a Fenam, tradicionalmente, tem compromisso com a formação do médico desde a graduação até a sua pós-graduação. A formação e a qualificação do médico são debates sempre presentes, pois nos preocupamos e exigimos que os programas de residência sejam mais apurados, mais adequados, e que se tenha mais vagas no país”, afirma.

Atualmente o Brasil tem 26 mil médicos residentes nas mais diversas áreas de especialidade. Para Beatriz Costa, Presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, a ampliação do numero de vagas é importante sim, mas com cautela.

“Visamos o aumento de vagas de residência médica, com qualidade. Tem que ter condições. E não o aumento de vagas indiscriminadas como acontece nos cursos de medicina”. E completa “todo serviço que tem residência médica, é um serviço diferenciado”.

Para os presentes na reunião, o Rio Grande do Norte tem atualmente a necessidade de oferecer programas de residência em ortopedia, pois há uma enorme carência no estado. É constatado que existe dificuldade em trazer especialistas de outros estados, porém, sabe-se que a residência médica acaba fixando médicos na região em que o curso é ofertado.
 

Confira o depoimento de Geraldo Ferreira sobre a reunião da Comissão Nacional de Residência Médica no RN:

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