Médicos do RN iniciam greve no dia 17

Médicos do RN iniciam greve no dia 17

Médicos do estado decidiram, em assembleia do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), terça-feira (11), paralisar os atendimentos a partir da próxima segunda-feira (17), unindo-se à greve do Sindsaúde.

 
A paralisação começaraá com uma mobilização no dia 17, às 9h, em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, com participam de vários outros sindicatos da saúde "que entendem que os servidores estaduais estão sendo lesados no direito de incorporar a insalubridade, uma vez que tiveram descontos para a previdência durante toda a sua vida funcional", diz o Sinmed.
 
Na reunião realizada no Sinmed, participaram representantes do Sindsaúde, Soern, Sinttar, Sinfarn, Sinpol, Sinai e a Fundac. Ficou declarada no estado "uma grande greve geral de todas as categorias afetadas pelo corte na gratificação de insalubridade e adicional noturno".
 
Cada sindicato realizará assembleia com sua categoria para votar a paralisação, mas atos conjuntos já estão sendo elaborados "pra mostrar ao governo e a sociedade quão cruel é esta medida".

Pretendem agendar audiência Assembleia Legislativa para a próxima semana também. Às 18h do 17, os sindicatos voltam a se reunir no Sinmed RN phara definir novas mobilizações.

O corte

O Sinmed explica que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) revogou a Súmula nº 24 e, assim, cortar da aposentadoria dos servidores estaduais as gratificações tidas como temporárias, como insalubridade, adicional noturno e de deslocamento. A decisão é aplicada aos servidores aposentados a partir de julho de 2014.

"Como a previdência do estado sempre descontou sobre estes valores, o correto seria devolver para o trabalhador todo o dinheiro retirado de sua conta durante seus mais de 30 anos de contribuição", explica.

 O TCE, no entanto, garante apenas a devolução dos últimos cinco anos. "E o servidor já sabe que terá grande prejuízo financeiro e moral. Para ter de volta o que é de direito, vai ter que entrar na justiça e sofrer enorme constrangimento após tantos anos de dedicação e contribuição para o estado".

Outro ponto questionado pelos servidores da saúde é a concepção entendida pelo TCE sobre transitoriedade. "Pois este trabalhador se expõe durante toda a vida dentro dos hospitais e o risco de contrair doenças não é transitório. Ele é permanente e pode afetar o profissional da saúde em qualquer momento de sua vida".

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