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Centros de Atendimento para Enfrentamento à Covid em Natal podem ficar sem médicos

03 abr 21

Centros de Atendimento para Enfrentamento à Covid em Natal podem ficar sem médicos

Em meio à crise causada pelo coronavírus, a Prefeitura do Natal decidiu, de forma unilateral, reduzir o salário dos médicos que atuam no enfrentamento à Covid-19 na capital.

A remuneração foi reduzida em aproximadamente 50%, sem nenhum aviso prévio e com escalas de plantões em andamento, o que causou insatisfação nos profissionais da saúde.

Além do corte, o Sindicato dos Médicos (Sinmed RN), recebeu denúncias de problemas com o fornecimento de insumos e medicamentos como antibióticos, corticoides e até mesmo disponibilidade de oxigênio. Falta cateter nasal, máscara de Hudson (para tratamento não invasivo em ventilação) e macas para acomodar os pacientes.

Esse drama faz parte da rotina de quem procura atendimento no Cemure (Zona Oeste), Ginásio Nélio Dias (Zona Norte) e Palácio dos Esportes (Leste). Em média, cada médico realiza dez atendimentos por hora nos Centros de Covid-19, com uma duração que varia entre 5 e 7 minutos por consulta.    

Para o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, o tempo curto do paciente com o médico pode comprometer o diagnóstico. “O ideal seria que esses pacientes fossem atendidos por no mínimo 20 minutos”, afirmou.

A categoria decidiu realizar uma assembleia na próxima segunda-feira (5), para discutir as condições de trabalho e analisar a possibilidade de paralisação dos atendimentos nos Centros de Covid-19.