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Mercado e Riqueza - Artigo Geraldo Ferreira publicado no Novo Jornal

19 out 16

Milton Friedman, em Livre Para Escolher, apresenta a atividade econômica como a área na qual uma estrutura complexa e sofisticada desponta como consequência não intencional de indivíduos cooperando entre si, enquanto buscam seus próprios interesses. A mão invisível do mercado, de Adam Smith, é um imenso conjunto de atos de cooperação voluntária, e resulta da natureza humana, com sua competitividade e curiosidade inata, além de sua disposição de melhorar as condições materiais e criar riqueza. Em A Riqueza do Homem, Peter Jay fala da luta da humanidade pela melhora material, riqueza ou bem estar. Nessa luta o homem trabalha, produz, acumula, poupa, investe, negocia, possui, inventa, organiza, controla, governa, faz política, legisla, julga, moraliza, ideologiza e teoriza. Questionando de onde vem à pobreza da África, Theodore Dalrymple diz que essa é uma questão bem estranha, porque a pobreza é a condição natural do homem. O que se deve procurar é o que gera a riqueza. Há ciclos no mundo que Peter Jay chama compasso de valsa, de tempos em tempos, por acaso ou alguma evolução do conhecimento ou da técnica, há um avanço econômico, esse avanço leva a ameaças de especuladores que pretendem apossar-se dos frutos desse progresso em benefício próprio, surge então algum tipo de solução sociopolítica, com regras, capaz de proteger os progressos conquistados. A estabilidade da solução sociopolítica dirá como serão gozados os frutos do progresso original de natureza econômica. As teorias econômicas fazem o estudo das melhores formas de administração dos recursos e da produtividade. A teoria Marxista defendia o papel preponderante do Estado, na regulação da economia, enquanto o liberalismo argumentava que a economia devia se regular por conta própria. Essa visão sustentou o desenvolvimento do capitalismo no mundo. O liberalismo encontrou seu limite na superprodução e no acirramento nas disputas de mercado. As crises da primeira guerra e da depressão de 1929 colocaram o capitalismo em cheque. Foi dessas experiências que se levantaram os dois grandes economistas Keynes e Hayek na maior batalha econômica de nosso tempo, se os governos deviam ou não intervir nos mercados. O Keinesianismo defendia gastos públicos para reduzir o desemprego e a pobreza resultante das crises econômicas. Hayek dizia que alterar o equilíbrio da economia geraria inflação galopante e a intervenção do Estado era um empecilho ao livre mercado de criar riqueza. Discordaram a vida inteira.

 

*Artigo de Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN, publicado no Novo Jornal, dia 19/10/2016.