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SETE DE SETEMBRO

05 set 18

SETE DE SETEMBRO

“E peço que, por me fazer singular mercé, mandei vir da ilha de São Tomé, a Jorge de Osório, meu genro, o que receberei em muita mercê”. Assim termina a carta de Pero Vaz de Caminha, endereçada ao rei de Portugal Dom Manuel I, datada de primeiro de Maio de 1500, redigida em Porto Seguro, ilha de Vera Cruz, depois denominada Brasil.

E neste exato momento inaugurou-se no Brasil o chamado “toma-lá-dá-cá”.

Este modo operacional, após vários anos, décadas ou mesmo séculos, tornou-se a pedra de toque em todas as transações politicas hodiernas.

Senão vejamos: os afortunados endinheirados financiam as campanhas de vários candidatos, simplesmente no intuito de desfrutar da corrupção em caso do seu financiado ser eleito. O eleito não terá outra função senão superfaturar obras e dividir o butim com ele mesmo, com o seu partido e lógico com o seu financiador, e neste contexto distribui-se cargos, Ministérios, Secretarias e “otras cositas más”, somente visando a obtenção de propinas e sua posterior distribuição.

E assim o ciclo se perpetua…

Podemos fazer alguma coisa, no sentido de mudar tudo isso? É lógico. Temos por obrigação incutir na cabeça dos mais jovens que vale a pena ser honesto, trabalhador, estudioso, galgar todos os degraus de sua carreira com seus próprios esforços e não depender de favores e bajulações e ter, no fim do dia, a certeza do dever cumprido, na mais estrita concepção de cidadão do bem.

O dia da eleição se aproxima, cada vez mais veloz, e, temos uma única oportunidade de mudar tudo, Senadores, Deputado Federal, Deputado Estadual, Governador e Presidente da República.

Da mesma forma que ficamos libertos de Portugal, num dia Sete de Setembro, façamos do dia Sete de Outubro, um novo recomeço na Ilha de Vera Cruz, não como gritou Dom Pedro I, “Independência ou Morte”, mas sim com “UM BRADO RETUMBANTE”, fora ladrões!

 

Francisco das Chagas Bastos

Presidente em exercício do Sinmed RN

 

*Artigo publicado no Agora Jornal, dia 05/09/2018.