Artigos

Artigo: A Picaretagem do Politicamente Correto  

07 mar 18

Artigo: A Picaretagem do Politicamente Correto   

 

Francis Wheen tem um livro cujo título é “Como a picaretagem conquistou o mundo”. Nele mostra à exaustão como fantasias construídas por pessoas carismáticas ou invencionices propagadas conseguem, por momentos, cegar o bom senso e a compreensão racional dos fatos. Os que pensam conforme aquilo em que desejam acreditar preferem abandonar por completo a realidade e a moral a renunciar a suas escolhas reconfortantes. Vive-se hoje um momento de charlatanismo misturado com obscurantismo que ameaça a verdade. Histrionicamente a hegemonia cultural  tenta criar um mundo de versões e imposições desconectado da realidade, para criar um homem novo e uma sociedade nova livre de amarras biológicas, religiosas e morais, próximo do primitivismo animal. Tudo conduzido por grupos de pressão, formados por minorias militantes, fanáticas e prontas para as intervenções e as manifestações mais esquisitas. Com a complacência da imprensa, que na ótica de ouvir os dois lados mistura verdades comprovadas com opiniões pessoais, ciência com charlatanismo, e técnica e conhecimentos com misticismo e fanatismo, mergulhamos no caldo que ameaça o mundo construído a partir do Cristianismo, do Iluminismo e da Revolução industrial e Tecnológica, que culminou com o Advento da Democracia, onde cabe aos governos administrarem segundo a vontade expressa dos desejos da maioria dos cidadãos. Hoje, a pressão das minorias tenta silenciar a voz da maioria, que abalada vê seus direitos solapados. Quanto ao cidadão, pouco interesse ele desperta, se não pertencer a um grupo de pressão. Importa desmoralizar o indivíduo, fazendo com que ele desapareça em alguma coletividade, manipulada pelos interesses desses grupos. O politicamente conveniente e oportunista não distingue o certo do errado, colocando tudo no bojo de manifestações culturais legítimas. Errado, o politicamente correto é a resistência, o combate ao obscurantismo que ameaça a sociedade.

 

Dr. Geraldo Ferreira Filho

 

*Artigo publicado no Agora Jornal (Agora RN) dia 07/03/2018.

Fonte: Sinmed RN