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AGENDA BRASIL - TRABALHO

25 abr 18

AGENDA BRASIL - TRABALHO

Thomás L. Friedman em “Obrigado pelo Atraso” diz que as turbulências provocadas pela globalização estão fazendo o emprego com alto salário e formação mediana desaparecer. O tempo novo exige que as pessoas criem seus empregos, o aprendizado seja contínuo, os salários e benefícios serão proporcionais à sua exata contribuição. A tecnologia aumentou as exigências competitivas para as empresas e para as pessoas, importa o melhor desempenho. Os ativos do trabalhador serão talento, habilidades, conhecimento, empatia e criatividade. Os empregos não vão desaparecer, mas o nível de emprego cresce em ocupações onde é maior o uso do computador. Grudem e Asmus em “A Pobreza das Nações” apontam em relação ao trabalho algumas condições para um país sair da pobreza: liberdade para os trabalhadores abraçarem qualquer profissão ou negócio a que desejem se dedicar, sem limitar o ingresso onde o propósito é manter a alta renda dos que já fazem parte da corporação, mas com atenção para o alto nível de competência exigido em certas áreas para proteger os cidadãos de práticas irregulares, liberdade de ser recompensado por seu trabalho, liberdade para contratar e demitir, liberdade de contratar e promover com base no desempenho. Manuel Castells aponta a vulnerabilidade da mão-de-obra na flexibilidade imoderada e adaptabilidade possibilitadas pelas novas tecnologias, contrapondo a rigidez do trabalho, contratado e regulamentado, à mobilidade do capital. A produtividade e a lucratividade foram aumentadas, mas os trabalhadores perderam proteção institucional e ficaram cada vez mais dependentes das condições individuais de negociação e de um mercado de trabalho em mudança constante. Milton Friedman aponta que salários mais altos e melhores condições de trabalho ocorrem se empresas concorrem umas com as outras e os trabalhadores entre si, esses salários mais altos só podem decorrer de maior produtividade, maior investimento de capital e uma melhor distribuição da capacidades. Os sistemas educacionais precisam ser repensados de modo a maximizar as habilidades e qualidades exigidas, leitura, escrita, programação, matemática, pensamento crítico, comunicação, colaboração, improvisação, automotivação, aprendizagem contínua e empreendedorismo.

 

Geraldo Ferreira Filho – Presidente do Sinmed RN

 

*Artigo publicado no Agora Jornal (Agora RN) dia 24/04/2018.