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Servidores públicos protestam na Assembleia Legislativa contra pacote fiscal

11 jan 18

Servidores públicos protestam na Assembleia Legislativa contra pacote fiscal

Foto: Amanda Costa

Servidores do estado realizaram uma manifestação nesta quinta-feira, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, contra o pacote fiscal “RN Urgente”, proposto pelo governo como parte da solução para a crise financeira que assola o estado.

Conhecida como “A casa do povo”, a Assembleia Legislativa foi cercada por grades de segurança, na tentativa de evitar aproximação e qualquer ação dos manifestantes. Os servidores derrubaram as grades e ocuparam o local. A polícia tentou revidar com bombas de efeito moral e spray de pimenta, mas os manifestantes não recuaram.

O pacote fiscal é composto por 18 projetos de lei. Deputados estaduais se reuniram na manhã de hoje para realizar a votação, mas alguns parlamentares foram impedidos de entrar no prédio pelos manifestantes, que ocuparam todas as entradas e bloquearam o acesso.

O Estado continua atrasando o pagamento mensal dos servidores. O pacote fiscal possui propostas que inviabilizam as carreiras do serviço público estadual. No Rio Grande do Norte, trabalhadores da saúde e da educação já decretaram greve. O movimento contou com o apoio do Sindicado dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN). 

Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN, avaliou a manifestação como um dia de luta histórico: “Hoje foi um dia de luta histórico para os trabalhadores do Estado. A organização, a luta, o protesto, são o grito de revolta contra um pacote que massacra os funcionários. Mas temos que manter acesa a mobilização e a chama da luta. Os médicos precisam intensificar sua participação. O nosso prejuízo se o pacote for aprovado será terrível, e o nosso plano de carreira está ameaçado de morte. Todos à luta, então” disse.

Diante da pressão dos servidores e sem a quantidade mínima necessária de deputados presentes, a sessão foi adiada para a próxima terça-feira, 16 de janeiro.

Fonte: Sinmed RN