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Geraldo Ferreira cobra plano de cargos, concursos e ampliação da rede assistencial em Natal

04 jan 18

Geraldo Ferreira cobra plano de cargos, concursos e ampliação da rede assistencial em Natal

Ano novo, esperanças renovadas. A categoria médica em Natal está na expectativa de finalmente poder contar com um Plano de Cargos e Salários – já aprovado pela Câmara de Natal, mas nunca implementado pelo prefeito Carlos Eduardo (PDT). Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira avaliou que o Executivo municipal também precisa realizar novos concursos públicos e ampliar a rede assistencial, “principalmente a rede básica, que ainda é muito precária”.

“É uma grande expectativa da categoria, porque se olharmos os valores pagos aos terceirizados por meio das cooperativas e empresas, temos algo muito superior ao que é pago hoje aos funcionários. Na hora em que houver uma melhoria no salário, haverá possibilidade de concursos e preenchimento dessas áreas com os funcionários – o que hoje é muito difícil, porque não é atrativo, os salários são baixos”, admitiu ao Jornal Agora RN.

No âmbito estadual, o médico elogiou o Governo do Estado por manter seus compromissos com a categoria, mas reclamou da possibilidade ventilada de se desativarem hospitais do interior e transferirem leitos para a capital com o intuito de melhorar o fluxo de pacientes, o que, em sua opinião, só pioraria as condições. “Isso é uma mera ilusão”, rechaçou Geraldo, que afirmou que a categoria médica pretende tomar iniciativa de tentar mudar o país em 2018 por meio de candidaturas e ações de incentivo a renovações de políticos e em defesa da saúde brasileira.

Analisando os papéis do presidente Michel Temer (PMDB) e do governador Robinson Faria (PSD) no tocante à Saúde, Ferreira admitiu insatisfação com ambas as administrações. “Ambos têm deixado muito a desejar. Está faltando mais criatividade, velocidade de ação, um direcionamento e planejamento adequado dos recursos. Claro que esses problemas não são de agora, mas nem Temer e nem Robinson deram um basta para recomeçar”.

Anteriormente, portaria publicada em 27 de dezembro determinou o repasse de R$ 180 milhões ao Estado para cobrir casos de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar no Estado. O dinheiro chegou a ser repassado, por decisão do desembargador do TJRN Cornélio Alves, para pagamento de salários dos servidores da Segurança e de outras áreas. O presidente do Sinmed-RN criticou o ato e a não utilização desses recursos em caixa para melhorar a Saúde do povo potiguar.

“Numa crise deste tamanho, com falta de profissionais e fechamento de leitos… vem uma autoridade judiciária dar uma ‘canetada’ para nos tirar esse dinheiro. Se temos esse valor em caixa, por que não está sendo usado?”, questionou.

Fonte: Agora RN