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Renascimento Conservador - Artigo de Geraldo Ferreira publicado no Novo Jornal

17 May 17

Renascimento Conservador - Artigo de Geraldo Ferreira publicado no Novo Jornal

Para Benjamin Wiker, o conservadorismo tem sua origem no liberalismo clássico, com a defesa da economia liberal, liberdade pessoal e instituições republicanas. O liberalismo moderno, que junta esquerdistas moderados e radicais, social democratas e comunistas é uma ideologia que vê a vida política e a moral como criações humanas, o homem é maleável e pode ser manipulado para qualquer solução política ou projeto ideológico. Esse ímpeto leva a acatar regimes impulsivos e destrutivos para revisar a sociedade. Para Russel Kirk foram essas Doutrinas armadas, ideologias e fanatismo político, ou para Burke os reformadores fanáticos  que mergulharam o mundo em trevas.O socialismo e o nacionalismo partiram o mundo em pedaços, o que surgiu daí abandonou a tradição, enalteceu a igualdade, e saudou a mudança. A razão, a ordem, a paz e a virtude, cederam lugar à loucura, discórdia, vício e confusão. A derrota dos Nazistas e fascistas na II Guerra Mundial, e a desmoralização dos regimes comunistas, por corrupção, totalitarismo e fracasso econômico, freou o impulso de emancipar os povos das obrigações morais, derrubar o estado e a igreja, produzir um coletivismo igualitário e descartar todas as estruturas do passado. O mundo viu que tinha outras coisas a prezar como liberdade, justiça, segurança das pessoas e de suas casas, livre iniciativa, ordem social, tradição moral, cultura clássica judaico-cristã como fundamento da economia e política, sociedades voluntárias, propriedade privada e governo representativo. O mundo ainda se recupera dos erros e apetites que quase o levou à rendição total às utopias, hostis à liberdade e à dignidade humana. Esquerda, socialistas e comunistas creem no igualitarismo político e econômico e desprezam a tradição, já o conservadorismo se sustenta em princípios consagrados pelo uso, favorece o progresso refletido e moderado, considera que os radicais, inimigos da permanência, arriscam a herança recebida, tentando forjar um paraíso terreno. Sem interesses e convicções duradores que garantam estabilidade e continuidade, a sociedade marcha para a anarquia. Justiça, prosperidade e tranquilidade são alcançadas por responsabilidades assumidas e execução de nossos deveres na comunidade. Propriedade e liberdade estão ligadas. Quanto mais difundida a propriedade privada, mais estável e produtiva a comunidade política. Ordem, liberdade e justiça são produto de uma longa experiência social. A mudança deve ser prudente, gradual e judiciosa.

 

  

*Artigo de Geraldo Ferreira publicado no Novo Jornal dia 17/05/2017

 

Fonte: Geraldo Ferreira Filho