O Imperativo Biológico – Artigo de Geraldo Ferreira

21/12/2016

O Imperativo Biológico – Artigo de Geraldo Ferreira

21/12/2016

O Imperativo Biológico – Artigo de Geraldo Ferreira

Nada deixa as pessoas tão abobalhadas como discutir sobre sexo e nunca tantas mistificações se aliaram ao sagrado como nesse tema. Margaret Mead, com Sexo Em Samoa, tomou os rigores da moral sexual cristã como antinaturais e concluiu que seríamos mais felizes sem suas proibições angustiantes. A educação deveria ser feita para permitir escolha, não para defender uma conduta, ensinar como pensar, não o que pensar. Deve-se evitar causas éticas, crenças, muitos caminhos estão abertos para escolha. Por terem a Mente aberta e o Sexo como prazer livre, os Samoanos eram felizes, livres dos tormentos e stress dos adolescentes americanos. Essas conclusões foram frutos de 9 meses de estudo, diferente dos seis anos de Derek Freeman que encontrou em Samoa os mesmos traços ocidentais de Possessividade, ciúme masculino e valorização da virgindade, deixando Mead em apuros. Mas a senha estava dada, nunca mais a contenção sexual seria a porta para a pureza, nem o sexo seria visto como porta para os vícios e desatinos do mundo. A compreensão do sexo moldado pela cultura, fornecida por Mead, teria desdobramentos em tudo à frente, chegando-se ao culto ideológico da negação completa da biologia humana, onde bebês seriam bissexuais, sendo moldados pela sociedade em homens e mulheres, para oprimirem ou serem dominados. Essa ideologia vincula-se ao Marxismo, pós-modernismo e construcionismo social, confrontando a Neurociência, genética, psicologia, etnografia, que apontam diferença entre os sexos com origem na biologia humana. Para Steven Pinker, em Tábula Rasa, a psicologia evolucionista tem documentado conflitos e confluências de interesse do mesmo sexo e do sexo oposto, Homens e mulheres não diferem em seu raciocínio, moral, amor, beleza, flerte, erotismo. Arte e heterossexualidade não são construções sociais perniciosas. Diferenças entre os sexos não facultam desigualdades, homens e mulheres apresentam níveis médios de inteligência igual, linguagem e pensamento sobre o mundo físico semelhante, sentem as mesmas emoções básicas, gostam de sexo, buscam parceiros conjugais inteligentes, gentis, sentem ciúmes, fazem sacrifícios pelos filhos, competem por status e parceiros sexuais e às vezes cometem agressão ao se empenhar por seus interesses. A diferença entre os sexos diz sobre a necessidade de garantir a descendência. Para Pinker, há forças culturais que reforçam, mas o sexo é típico de ações e comportamentos que são esclarecidos pela biologia e pela seleção natural.

 

*Artigo de Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN, publicado no Novo Jornal, dia 21/12/2016.

 

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