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E agora José?

15 ago 18

E agora José?

Esta semana começa a temporada de caça aos eleitores. Tudo será como sempre foi. A vitrine maior promete ser as redes sociais, que pela primeira vez superarão em performance a televisão, no seu famigerado horário eleitoral gratuito. Gratuito só no nome, pois quem paga somos todos nós.
Políticos, profissionais de todas as estirpes, aparecerão tentando lhe enganar e prometendo tudo o que for pedido, e digo mais, criando uma expectativa em você eleitor, por coisas que jamais se concretizarão. Lembremos, como disse uma ex-presidente do Brasil: em campanha se faz o diabo. Sendo que este diabo significa para mim, mentir, corromper, dar e receber propina, distribuir benesses e o mais importante: enganar os eleitores, afinal de contas o que vale mesmo é se eleger ou se reeleger para manter para sempre um mandato.
Passada as eleições tudo voltará ao normal, sendo novamente o povo alijado do processo de reconstrução do Brasil.
Tanto desprezo pelo povo me faz vir à mente as perguntas que Carlos Drummond faz no seu poema que intitula este artigo: “E agora José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, o dia não veio, não veio a utopia e tudo acabou, tudo mofou”…
Podemos mudar esta situação? É claro. Vamos fazer uso da maior arma que temos: o voto. Precisamos analisar com cuidado todos os candidatos para novamente não cair nas mentiras que nos serão apresentadas. Porque reeleger os políticos tradicionais legítimos representantes das oligarquias, se os mesmos perderam sua credibilidade?
Nós, trabalhadores da saúde, temos os nossos candidatos e apoiaremos aqueles que já foram testados nas lutas sindicais por anos a fio, que apresentam reputação ilibada e conhecimento profundo dos problemas da saúde.
O dia de mudar o destino deste país se aproxima, não percamos esta chance!

 
Francisco das Chagas Bastos
Presidente em exercício do Sinmed RN

 

*Artigo publicado no Agora Jornal, dia 15/08/2018.