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AGENDA BRASIL - POLÍTICOS

23 maio 18

AGENDA BRASIL - POLÍTICOS

 

Não existe política sem poder, o poder, no dizer de Adriano Gianturco, em A Ciência Política, é o motor de tudo, a essência e a variável independente da qual dependem as outras. Arendt diz que a política organiza a diversidade entre múltiplas pessoas, criando o espaço possível para a liberdade, a política e a liberdade surgem entre as pessoas. A ideia de cidadania proclama a igualdade política e jurídica de cada indivíduo. A missão da política é fazer do mundo um lugar mais humano para a pluralidade das pessoas. Para Maquiavel o Estado é o mediador que constitui a sociedade ao dar forma ao conflito social. Cada votante tem suas próprias ideias, ideologia, preferências, interesses e necessidades. Gianturco aponta dois tipos de líderes, o que entende as demandas da sociedade e se esforça para supri-las e o que tem visão e capacidade para inovar, propor novas alternativas. A péssima reputação da política, hoje, pode incentivar poucos a desejarem exercê-la, o nível e o tipo de concorrência tem forte impacto na seleção de líderes. Victor Mirshawka, em Administração Pública, cita atributos ou qualidades que a população procura em seus mandatários, em primeiro lugar a honestidade, seguem integridade, competência, liderança, aplicação e saúde. A excelência no desempenho das tarefas pelas pessoas públicas é fruto de uma interação de valores, honestidade, amor, integridade, credibilidade, consideração pelos outros, respeito próprio, religião, trabalho duro, família, realização, confiabilidade, justiça, lealdade. Alguns elementos são necessários, a qualidade e capacidade de inovar, capacidade de treinar e inspirar pessoas, irradiar motivação e senso ético, busca do aperfeiçoamento, atitude investigativa, flexibilidade nas decisões, responsabilidade, reafirmação dos valores da existência, do amor, do trabalho, conduta ética e lealdade. O exercício da liderança política, na busca do interesse comum, deve visar o desenvolvimento, qualificando a mão de obra, desenvolvendo uma política de recuperação e preservação do meio ambiente, lutando para alcançar uma eficiente infraestrutura, adequada rede de educação e bons serviços na saúde pública. Em 2013 o Brasil figurou em 72° num ranking de corrupção elaborado para 177 países. Fraude, corrupção e desonestidade, contrariando o interesse geral e o bem comum, minam a legitimidade do exercício da política.

Geraldo Ferreira Filho 

Publicado em 23/05/2018 no Agora Jornal